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Conscientização sobre a Doença Falciforme é debatida no Hemoam


Teste do pezinho é o exame mais eficiente para o diagnóstico precoce da Anemia Falciforme, que atinge 1 em cada mil nascidos no país


PUBLICADO DIA: 19/06/2019 18:24:16 Última atualização: 16/07/2019 03:30:14 Legenda:
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A Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Estado do Amazonas (Hemoam) sediou, nesta quarta-feira (19/06), um debate sobre a Anemia Falciforme, doença hereditária em que se registra uma alteração dos glóbulos vermelhos do sangue. Neste dia, as organizações de saúde que tratam essa doença no mundo inteiro, celebram a data para conscientização desse tipo de anemia.

No Hemoam, as discussões cercaram o diagnóstico precoce, por meio da triagem neonatal (teste do pezinho), antes mesmo do aparecimento dos sintomas clínicos.

“Esse teste ajuda a prevenir grandes crises ou até a morte da criança. É crucial que o tratamento seja iniciado o mais cedo possível”, disse a diretora e médica hematologista do Hemoam, Socorro Sampaio, durante o debate promovido no auditório da instituição, pela Associação dos Portadores de Anemia Falciforme e Outras Hemoglobinopatias do Amazonas (Apafham).

O debate também contou com a participação da gerente do Núcleo de Atenção à População Negra, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Georgina Sarkis.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a anemia falciforme atinge um em cada mil nascidos no Brasil. Apesar da proporção alta, poucas pessoas conhecem ou já ouviram falar sobre essa doença. No Amazonas, atualmente 310 pacientes vivem com Doença Falciforme. Todas elas fazem tratamento no Hemoam, instituição referência no tratamento das hemoglobinopatias.

Conhecida como a doença hereditária mais comum em todo o mundo, a Anemia Falciforme é caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, que passam de arredondados para o formato de foice – daí o nome falciforme. Essa alteração acaba dificultando a circulação de oxigênio nos tecidos. O primeiro órgão a ser afetado é o baço, responsável pelo sistema de defesa do organismo.

Por isso, em geral, os pacientes falciformes têm mais propensão a desenvolver infecções. Além disso, os principais sinais da doença são dores crônicas, infecções e icterícia, e ocorrem já no primeiro ano de vida.

Foi o que aconteceu com a menina Lara Sophia, atualmente com 5 anos. A mãe, Josiane, descobriu a doença quando a filha estava com 3 meses de vida. Ela percebeu que o diagnóstico precoce é determinante pra garantir uma infância tranquila e sem crises de dor.

“Eu nunca tinha ouvido falar dessa doença. Mas desde o diagnóstico eu fui tendo o cuidado com ela. Ela toma os remédios tudo certinho e graças a isso ela não tem dor”, declara a mãe da paciente.

Ingrid Ladislau é uma das pacientes tratadas pelo Hemoam. Ela tem 35 anos e descobriu a doença antes dos 6 meses de vida. Sempre sofreu com fortes dores crônicas, teve derrames e tromboses. Já passou por 18 cirurgias e toma medicação para minimizar as complicações da doença. Atualmente, Ingrid está à frente da organização representante dos pacientes com essa doença, a Apafham.

Ingrid ressalta que o maior objetivo é sensibilizar a sociedade e o poder público sobre as dificuldades enfrentadas pelas pessoas que convivem com a doença. “A Apafham foi criada em 2003 com esse intuito, e vem desde então lutando em prol de todos aqueles que têm a doença falciforme, além de dar visibilidade sobre o assunto”, explica Ingrid.






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