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Pacientes do Hemoam estreiam Sino da Cura


Diversos hospitais no país e no mundo já utilizam sinos ou instrumentos sonoros para representar a cura ou o fim de um tratamento.


PUBLICADO DIA: 19/08/2019 17:25:54 Última atualização: 15/09/2019 21:17:29 Legenda:
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Cinco pacientes da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Estado do Amazonas (Hemoam) tocaram, na manhã desta segunda-feira (19), o “Sino da Cura”. O objeto simboliza a alta do tratamento quimioterápico contra a leucemia e será rotina a partir de agora na Fundação sempre que um paciente vencer uma fase da batalha ou a cura definitiva contra o câncer.

O menino Natanael Cauassa, 7, foi um dos pequenos que estreou o “Sino da Cura” após três anos exatos do diagnóstico dele, no dia 19 de agosto de 2016. “Estou muito feliz e sempre acreditei que venceria”, disse o garoto, que agora só comparecerá ao Hemoam para acompanhamento e exames de rotina.

O pai dele, Lídimo Cauassa, relatou que na época as expectativas dos médicos eram mínimas, mas a fé do menino e da família era inabalável. “O médico disse que ele tinha 96% da doença no corpo dele e só 4% de vida. Então a gente entregou a vida dele nas mãos de Deus e acreditou que ele iria conseguir a cura. Exatamente três anos depois ele está tocando o sino da cura”, comemorou.

Para a médica hematologista pediatra e diretora do Hemoam, Socorro Sampaio, o sino é um estímulo que beneficia todos os pacientes. “Todos os pacientes, crianças, adultos, adolescentes, vão poder demonstrar o que é ficar curado, que terminaram a quimioterapia. Tocar o sino vira uma meta para eles”, avaliou a diretora.

Diversos hospitais no país e no mundo já utilizam sinos ou instrumentos sonoros para representar a cura ou o fim de um tratamento.  Esses instrumentos já apresentam resultados positivos. “A leucemia sempre é vista como uma fantasia de morte, mas com o sino, a gente fala que existe esperança sim. Parece uma coisa banal, mas não é. O paciente já fica com aquele pensamento que irá bater aquele sino um dia", acrescentou a gerente médica do Hemoam, Suênia Araújo.

O Hemoam trata atualmente pelo menos 600 casos de câncer no sangue. Os pacientes ficam em uma média de três anos em tratamento, no qual a quimioterapia é a principal alternativa. Jessica Brenda, 26, recebeu alta e também estreou o sino nesta segunda-feira, depois de três anos e meio de tratamento. “Pra mim é libertador porque agora eu só preciso vir ao Hemoam de dois em dois meses para acompanhamento. É libertador porque não vou mais fazer quimioterapia, medicações fortes, essas coisas”, disse Jéssica.

 
Texto: Felipe Nascimento.

 





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