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Estudo desenvolvido na Fundação Hemoam mapeia casos de Leucemias Agudas no Amazonas


O estudo analisou faixa etária, sexo, procedência e fatores associados ao óbito de pacientes diagnosticados com Leucemias Agudas num período de dez anos. Um total de 843 casos faz parte do estudo


PUBLICADO DIA: 04/02/2020 16:40:03 Última atualização: 19/02/2020 18:09:38 Legenda:
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Kaio Martins, 15, está livre da leucemia. Na última consulta com a hematologista, em dezembro de 2019, ele recebeu a notícia de alta definitiva do tratamento da Leucemia Linfóide Aguda (LLA). A cura de Kaio está entre os indicadores de um estudo coordenado pelo pesquisador Dr. Allyson Costa,  da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), e que foi publicado em agosto de 2019, na revista científica internacional "Plos One". Nesse estudo, foram mapeados os perfis da Leucemia Linfóide e Mielóide Aguda (LLA e LMA) em pacientes do Amazonas. A Fundação Hemoam é o órgão do Estado referência no diagnóstico e tratamento das leucemias. 


O estudo analisou 843 casos de LLA e LMA diagnosticados e tratados na Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), num período de dez anos (de 2005 a 2015). Faixa etária, sexo, procedência e fatores associados ao óbito estão entre as principais variáveis pesquisadas em relação à doença. Quanto à faixa etária, por exemplo, os números apontam que a leucemia é mais comum em crianças de 0 a 10 anos de idade, principalmente do tipo LLA com 68,45%.


No caso do ex-paciente Kaio, o diagnóstico da doença veio aos três anos de idade. O garoto é natural de Manaus, onde, segundo o estudo, concentra mais de 60% dos casos. A segunda cidade amazonense a registrar o maior número de casos da doença é Tefé (a 522 quilômetros da capital), na região do médio Solimões, seguida de Maués (253 quilômetros de Manaus), no Baixo Amazonas.

Não foram registrados casos procedentes das cidades de Apuí, Boca do Acre, Canutama, Envira, Guajará, Ipixuna, Itapiranga, Japurá, Juruá, Pauini, Santa Isabel do Rio Negro e Tonantins durante o estudo, o que preocupa os pesquisadores da Fundação Hemoam. Segundo Allyson, “essa ausência de registro de casos pode estar relacionada à subnotificação de casos que não estão sendo identificados e diagnosticados de forma oportuna nas cidades de origem”.  



Camila Leocádio, 20, é tefeense e faz tratamento na Fundação Hemoam para a LMA. Esse tipo é mais comum em pessoas de faixas etárias adultas, conforme apontou o estudo. Camila também está na estatística étnica apontada pela pesquisa. Mais de 70% dos casos de LMA e LLA ocorreu em pessoas pardas, seguido de brancos, indígenas e negros.


O estudo também avaliou o histórico de câncer na família dos pacientes. Mais de 50% dos casos diagnosticados não têm histórico da doença. “Quando fui diagnosticada isso gerou um grande susto na minha família porque não há nenhum caso conhecido”, disse Camila.


Cura - A taxa de cura, durante os dez anos de estudo ficou em 54,59% para LLA e 40,23 para LMA. No entanto, há um consenso entre os profissionais da hematologia de que esses números estão se tornando cada vez mais crescentes à medida que o diagnóstico é precoce, conforme declara a diretora-presidente da Fundação Hemoam, a médica hematologista Socorro Sampaio.



“Os sintomas iniciais da leucemia podem se confundir com enfermidades menos graves, como as viroses, e isso pode afastar o paciente do diagnóstico correto”, alertou a médica. "Um simples hemograma pode denunciar que algo está errado e direcionar o paciente para a luz do diagnóstico preciso”, acrescentou.

A médica explicou que, quando a medula (fábrica do sangue) começa a produzir células cancerígenas, os sintomas podem variar em uma anemia, sensação de fraqueza, febre, inchaço na região do abdômen e nódulos no pescoço, manchas escuras na pele que lembram um machucado, dores nas pernas, sangramentos e inflamações.


“Tanto o adulto quanto os responsáveis pelas crianças devem ficar atentos a esses sintomas. Um diagnóstico precoce nos permite aplicar o protocolo de combate às células leucêmicas com mais eficácia, aumentando as chances de cura para até 90%”, orientou Sampaio. 

 

 

 

 






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