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Pesquisa desenvolvida pelo Hemoam vai analisar eficácia da vacina contra a COVID-19


O projeto envolve 400 voluntários e vai testar também a resposta imunológica da vacina em relação a variante do vírus, conhecida como a variante brasileira


PUBLICADO DIA: 10/02/2021 12:55:32 Última atualização: 18/04/2021 12:40:34 Legenda:
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Ao passo que a vacinação contra o novo coronavírus (Sars-CoV2) foi ampliada para os trabalhadores da saúde que atuam nas Fundações, a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) começou a coletar, desde semana passada, amostras de sangue dos próprios funcionários. A ação marca a primeira etapa do projeto de pesquisa intitulado: “Análise da Resposta Imune e Eficácia da Vacina Contra a Covid-19 em profissionais da saúde da Fundação Hemoam”.

Ao todo, 400 trabalhadores da instituição devem participar voluntariamente da pesquisa que irá avaliar o comportamento dos anticorpos em amostras de sangue coletadas antes da vacinação ou até cinco dias após a vacinação e, continuamente em outras quatro etapas de coleta: após um mês, três meses, seis meses e doze meses da aplicação da segunda dose da vacina.

“Vamos realizar coletas periódicas de sangue dessas 400 pessoas com o intuito de estudar a ação do imunizante em diferentes indivíduos: quanto tempo leva para ele ativar as defesas contra o vírus, quanto tempo mantém essas defesas ativas e a memória imunológica para a produção natural de anticorpos”, explicou a doutora em imunologia e pesquisadora do Hemoam, Adriana Malheiro.

De acordo com a pesquisadora, em meados de abril já será possível obter os resultados preliminares do imunizante. “Após cada coleta de amostras (Abril, julho, outubro de 2021 e abril 2022) vamos poder analisar preliminarmente o comportamento atual dos anticorpos contra o Sars-CoV2”, disse.

A imunologista, que também é professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) acrescentou que o estudo permitirá também testar se a vacina disponível nessa primeira etapa é eficiente contra a variante do vírus.

As amostras de sangue dos servidores serão processadas na infraestrutura de análises clínicas e de biologia molecular da própria Fundação Hemoam. Cada amostra será submetida a vários testes, tais como, dosagem de anticorpo, citometria de fluxo (para análise de memória e teste de anticorpo neutralizante) e teste de eficácia celular.

“Essa é uma pesquisa de grande importância e contribuição para nosso Estado e quiçá para o mundo, uma vez que poderá pautar as instituições de pesquisa, além do próprio governo Estadual e Federal, sobre o comportamento não apenas da vacina, mas também do vírus que ainda é uma novidade para o mundo”, avaliou a diretora presidente do Hemoam, Socorro Sampaio.

O Estudo tem anuência do Comitê de Ética em Pesquisa da Fundação Hemoam (CEP-Hemoam), e conta com a participação de cinco pesquisadores da Fundação, além da pesquisadora Simone Gonçalves da Fonseca, da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da imunologista responsável pelo sequenciamento genético do novo coronavírus, Ester Sabino, da Universidade de São Paulo (USP).   

Os pesquisadores do Hemoam envolvidos no estudo são: Adriana Malheiro Alle Marie (coordenadora), Andréa Monteiro Tarragô (co-pesquisadora principal) Nelson Fraiji (co-investigador), Socorro Sampaio (co-investigadora), Myuki Alfaia Esashika Crispim (co-investigadora). Sônia Rejane de Sena Frantz (co-investigadora), Maria de Nazaré Saunier Barbosa (co-investigadora), Claudia Abrahim e Allysson Guimarães.

 





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